segunda-feira, 9 de maio de 2022

Atividade aula 2/Grupo 7: O segmento de fumo em anúncios impressos, revistas, jornais e placas. Os cigarros e os charutos eram grandes anunciantes da época ( Brener Costa e Jonathas David Moura)


 O tabaco começou a ser utilizado aproximadamente no ano 1000 a.C., nas sociedades indígenas da América Central, em rituais mágico-religiosos, com o objetivo de purificar, contemplar, proteger e fortalecer os ímpetos guerreiros. Levado por navegadores europeus, ainda no século XVI se espalhou para outras partes do mundo. Chegou ao Brasil provavelmente pela migração de tribos tupi-guaranis. 

Os cigarros de palha foram gradativamente trocados pelo cigarro industrializado. As primeiras fábricas do novo produto datam de 1875, mas foi a partir de 1890 que a produção aumentou efetivamente, favorecida pela mecanização e pelo barateamento do custo.


Um dos endereços mais sofisticados  de Porto Alegre  já foi ''chão de fabrica''

Onde hoje existe um condomínio de edifícios, na década de 1920 foi erguido o prédio onde funcionou por décadas uma industria de cigarros da Souza Andrade. 

Cigarros continental - Anuncio 1948.

A marca trazia  curiosidade sobre a Muralha da china. Ao mesmo tempo, a marca trouxe dados sobre o consumo de cigarro em terras brasileiras. Foi uma oportunidade da marca de se promover junto ao contexto da informação.




Cigarro Continental 1940.


No Brasil, entre 1911 e 1944, o consumo de cigarros cresceu consideravelmente: de 3,45 bilhões de unidades vendidas em 1911, passou a 27,20 bilhões de unidades, no penúltimo ano da Segunda Guerra Mundial. Propagandas publicadas em revistas das décadas de 1910, 1920 e 1930 mostravam crianças, cachorros, casais e até Papai Noel fumando.



As campanhas da indústria tabagista sempre foram rodeadas de prazeres, mulheres e nenhuma preocupação com os males que os produtos trazem. Nesta campanha veiculada no fim dos anos 20 (século passado) os charutos Príncipe de Galles eram apresentados como um "presente bem visto". Uma simpática mulher oferecia os charutos para o homem. Campanha veiculada da Revista O Cruzeiro do dia 29 de dezembro de 1928.


Revista Ilustração Brasileira 1937.

Revista Careta, Rio de Janeiro, 27 mar. 1920.


Cartazes educativos produzidos pelo Serviço
Nacional de Câncer, na década de 1940.



Hoje, as propagandas de cigarro são regulamentadas. Há tantas regras que até os maços devem ter imagens amedrontadoras para incentivar as pessoas a parar de fumar. 


Agencia Nacional de vigilância - Anvisa 

Imagens padrão para expositores
Outras advertências sanitárias para expositores

Cigarros com mensagens políticas;
Cigarros com embalagens sensuais;
Cigarros com tema de futebol;
Cigarros estranhos ou bem humorados;





Atividade aula 2/ grupo 4: As musas da era de ouro do Rádio (Sabrina Rodrigues)

       Os anos 1930 e 1940 marcaram a ascensão e auge do Rádio no Brasil. Até hoje existem gravações inesquecíveis que nos ajudam a entender o fascínio gerado pelas estrelas do rádio que, mesmo invisíveis, ditavam a moda e os costumes. 

   O programa do Casé, pioneiro no rádio, inaugurou os jingles, ou seja, as músicas tocadas com o intuito publicitário. Os jingles fixam na mente do ouvinte através de recursos de memorização, repetições e um arranjo musical próprio.


O primeiro Jingle brasileiro foi o do Pão Bragança, criado por Antônio Gabriel Nássara:
https://youtu.be/1JZzbMyxAdQ



    Na década de 1930, o rádio ganhou protagonismo como meio de difusão de notícias e entretenimento no Brasil. Foi natural que surgissem grandes estrelas da voz neste cenário, mas que ainda dependiam do cinema e das revistas para que seus rostos se tornassem conhecidos pelo público.

A carioca Heloísa Helena, que mais tarde seria mais reconhecida como atriz, começou cantando nas rádios e foi a primeira a interpretar Carinhoso, de Pixinguinha. Carmen Miranda, nascida em Portugal, sem dúvida foi a grande celebridade musical da época e gravou alguns dos maiores sucessos de seu tempo. Tinha um impecável senso de elegância e originalidade, que na década seguinte levou para o cinema americano.




A cantora carioca Emilinha Borba foi uma das artistas mais populares da era do rádio no Brasil. Firmou sua carreira nos anos 1940 e manteve seu sucesso na década seguinte, especialmente com a interpretação de músicas carnavalescas.

Na arte dramática, os anos 1940 viram surgir uma de suas musas mais belas e elegantes, a atriz gaúcha Maria Della Costa, que construiu uma sólida trajetória no teatro, marcando presença também no cinema e, mais tarde, na televisão.

Segue alguns exemplos de jingles que fizeram sucesso nessa época:
https://youtu.be/9HJAuy6mht8

A Coca -Cola não poderia ficar para trás, não é mesmo?
https://youtu.be/iwbwjtK7b-Q
Quem cantou e interpretou o Jingle foi a cantora Doris Monteiro.






ATIVIDADE AULA 2 - GRUPO 11 | Débora Castro e Raquel Ardasse (A preparação para a chegada da TV no Brasil).





Atividade aula 02 (Grupo 10): Publicidade durante a Segunda Guerra Mundial (Guilherme Alexandre - Taynara Soares)

Recrutamento da Segunda Guerra: Referências Políticas, Nacionais e Regionais. Sua          propagação na época de 1920 - 1949



        Inicialmente o Brasil se mantém uma posição neutra na Guerra por manter relações comerciais com a Alemanha mesmo com pressão dos Estados Unidos.

   Para os mais pessimistas que diziam "é mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na Guerra a  situação mudaria em 1942, quando o Brasil rompeu relações diplomáticas com o Eixo.Assim, 19 navios brasileiros foram atacados na costa brasileira pelas forças alemãs, causando a morte de 500 pessoas.

Houve intensa pressão popular para a entrada do Brasil na guerra, e o governo de Getúlio Vargas passou a apoiar os Aliados  .

                                                              

                                          

    Ao final de 1944 os anunciantes começam a transmitir na publicidade todo o cansaço

e descontentamento da sociedade.

Como exemplo, num anúncio a Kodak mostra um soldado machucado,

recebendo uma correspondência das mãos de uma enfermeira com os dizeres:

“Vital para os que têm lutado pela Liberdade”. 

Em 1945 é certo o final da guerra e os anúncios começam a falar do pós-guerra, assim como

refletem as esperanças do que farão quando tudo acabar.

Na maioria dos anúncios é possível perceber um enorme otimismo,

lembrando que tudo relacionado à produção e entrega das mercadorias voltaria ao normal

após a “Vitória” que seria em breve

"A Segunda Guerra Mundial caracterizou-se pelo uso estratégico de alguns meios de

comunicação tanto por militares quanto por civis. Os rádios transmissores e os radares

dos sistemas de navegação, tanto marítimos quanto aéreos, tornaram-se notáveis utensílios

estratégicos nos anos 1940."

Utilizava apelos emotivos, patrióticos, militares e xenófobos, veiculados por voluntários treinados.

útil para o lançamento dos títulos americanos visando apoiar a sua participação

na II Guerra Mundial foi a dos títulos públicos nas séries “A”; “B”; “C”; e “D”, que passaram

depoisa ser conhecidos como Baby Bonds, lançados em 1º de março de 1935.


WAR BOND
Traduzido do inglês-Os títulos de guerra são títulos de dívida emitidos por um governo para financiar operações militares e outras despesas em tempos de guerra. Eles também são um meio de controlar a inflação, removendo  dinheiro da circulação em uma economia de guerra estimulada.
  1. Assim, era por meio das narrações dos locutores que a população tinha a oportunidade de construir a imagem das batalhas. Com isso, os principais veículos de comunicação tiveram que se adaptar à “novidade”, passando a transmitir suas notícias diretamente dos campos de batalha. Essa nova forma de divulgação de informação deu início ao que ficou conhecido como a batalha sonora.
  2. Em 1938, a realidade política internacional já indicava que um novo conflito estava se aproximando diante da iminente invasão da Polônia pelos nazistas. Foi a partir desse momento que, segundo Abreu e Golin (2006), teve início a verdadeira guerra radiofônica, cujo principal objetivo era conseguir conquistar aliados estrangeiros por causa da guerra por meio de transmissões em diferentes idiomas.
  3. As mudanças comportamentais e culturais propiciadas pelos meios de comunicação de massa – rádio e jornais escritos – formaram as bases da fronteira que restringia a sociedade já nazificada em uma esfera de idolatria e devoção política (ARCANJO, 2006). Os veículos de comunicação podem ser vistos como o sangue que manteve pulsando o coração da Alemanha nazista durante um longo período, sendo fundamentais na imposição dos ideais e objetivos do partido ao longo da guerra.


AULA 2 / Grupo 8 - Mateus e Mateus - USO DE CELEBRIDADES E POLÍTICOS PARA VENDER E DIVULGAR SERVIÇOS NAS REVISTAS NOS PERIÓDICOS E PASQUINS.

O uso de celebridades com efeito de autoritas remonta ao princípio da atividade publicitária. Cartazes anteriores à era da comunicação de massas já se serviam de figuras de destaque para associar seu apelo popular a mensagens ora de cunho comercial, publicitário, ora de cunho ideológico, como propaganda. A máquina da propaganda de guerra foi generosa em imagens de seus líderes em situações alentadoras. Apenas a título de curiosidade, apresenta-se abaixo três posters contemporâneos, veiculados durante a II Grande Guerra, cada um deles destacando o líder de uma das principais nações envolvidas no conflito que extirpou a vida de mais de 59 milhões de pessoas.



A publicidade e propaganda com uso das celebridades tem sido uma constante desde a expansão da indústria cultural e a consequente espetaculização da sociedade. Artistas de cinema, personalidades dos esportes, figuras da sociedade tem sido, desde então, utilizados pela publicidade no processo de construção das marcas, emprestando seu ethos a produtos e serviços como estratégia de diferenciação e associação com elementos subjetivos diferenciadores.



Atividade 2/ Grupo 5- Pesquisar e postar sobre a fama das fotonovelas e das cantoras de rádio nas revistas da época. Elas eram as rainhas do rádio e as rainhas das revistas. Enfoque também nas propagandas que essas “beldades” protagonizaram em formato testemunhal ou não sobre produtos de beleza e higiene. Sempre ilustrando e dando exemplos nacionais e regionais quando houver.

 Gabriela Veloso e Manuela Haick 

Compreendendo que os anúncios não eram simples produtos, mas que buscavam vender sonhos, projetos de ascensão social, padrões de felicidade e beleza, o ideal da boa vida, é que é possível perceber o uso constante de expressões como “seja feliz”, “fique de bem”, “seja bonita”, na conquista desses anseios. Não por acaso, seus profissionais se proclamaram missionários da modernidade. Nesse processo, as mulheres foram constantemente interpeladas e retratadas pelos meios de comunicação em publicações, anúncios publicitários, fotos e filmes, tornando-se alvo de um discurso normativo que, insistindo no que elas deveriam ser, construiu uma imagem que contribuía para a naturalização dos estereótipos. 



A publicidade se transformou em espaços próprios para expor os produtos que se associam ao saber científico para o gesto de embelezamento, o “fazer”, sendo o modo de linguagem para falar e civilizar as mudanças no corpo feminino, como “aprovado pela junta higiênica”, “segundo estudos científicos”. São modificações que a mulher deveria aceitar para “saber” ocupar diferentes espaços, como roupas para sair, usar em casa; mas ao mesmo tempo coaduna com a vida religiosa.

Tolerância da igreja católica em cima de alguns produtos e as formas que os mesmos eram divulgados. 

Os agentes propagandistas divulgaram o produto, usando a figura do desenho de uma mulher de perfil, numa imagem de descontração e, ao mesmo tempo, contida, com ar aristocrático, condizente com a mensagem escrita na embalagem. Representando um certo comportamento desejado de recato e serenidade.  



As moças passam a identificar o cigarro como um componente inseparável da imagem da mulher moderna, associada à imagem das atrizes do cinema, o cigarro também era um divisor de ambientes os quais mulheres iam ou não. 

Nessa prática publicitária, o corpo feminino torna-se fragmentado, para a manutenção de uma identidade juvenil XV. O ato de separar o corpo, em partes a serem tratadas diferentemente, visa torná-lo mais belo, funcional e “civilizado”. O cuidado com o corpo e sua conseqüente divisão atendia ao mundo de produtos para saúde e embelezamento, como o Capilar tônico XVI recomendado para os cabelos femininos: 


Os reinados começaram no final da década de 30 e se mantiveram até os anos 60. Linda e Dircinha Batista, Marlene, Dalva de Oliveira, Emilinha Borba e Ângela Maria, mulheres que reinaram no coração dos brasileiros. 

Mais do que vozes do rádio elas foram mulheres que marcaram época como revolucionárias quando a mulher ainda tinha poucos direitos e a arte era vista com preconceito pela sociedade. 

A primeira a obter o título do concurso foi Linda Batista, que foi coroada em 38, a bordo do Iate Laranjeiras, que ficou ancorado na Esplanada do Castelo, coração do centro do Rio de Janeiro, pouco antes do carnaval. 

Linda reinou não somente nas rádios, mas também nos Cassinos, chegou até a ser a principal crooner do Cassino da Urca, após a partida de Carmen Miranda para o exterior. 

Sempre procurava retribuir o carinho dos fãs, respondia as cartas e se mostrava sempre carinhosa com todos, era um exemplo de mulher. 

Para que os pais não soubessem que ela estava participando, copiava os traços de interpretação de Dalva de Oliveira e acabava ganhando todos os concursos dos quais participava.



 (Dircinha Batista) 



Atividade aula 2/Grupo 1: A descoberta do rádio, e as primeiras transmissões de rádio no Brasil (Izabela Dietz e Denise Caetano)

   As ondas de rádio são um tipo de onda eletromagnética cujas frequências são menores que as frequências das micro-ondas. No entanto, as ondas de rádio são capazes de propagar-se no vácuo, na velocidade da luz.

   Os primeiros passos para a descoberta da rádio começaram em 1863, quando James Clerck Maxwell demonstrou teoricamente a provável existência das ondas eletromagnéticas através da teoria de Faraday, Lorentz, Gauss e Ampere. A partir dessa descoberta outros cientistas se interessaram pelo assunto. Henrich Rudolph Hertz, jovem estudante alemão, construiu um aparelho em 1887 onde se verificava a deslocação de faíscas através do ar, assim Hertz conseguiu passar energia elétrica entre dois pontos sem utilizar fios. 

 





   No entanto, o primeiro sistema de rádio surge por intermédio de Nikolas Tesla, um cientista nascido na Sérvia, que mais contribuiu do ponto de vista prático e experimental para a descoberta do rádio. Guglielmo Marconi pediu detalhes do conhecimento construindo por Tesla, na intenção de registrar a invenção no seu nome. Mas, Telas já tinha registrado antes. Marconi demonstrou o funcionamento dos seus aparelhos e foi o primeiro homem a enviar uma mensagem para o outro lado do oceano, contribuindo para o desenvolvimento do rádio. 




   Entre pesquisas e pesquisas, em 1920 surge a primeira emissora de rádio. Os receptores de rádio era fabricados cm válvulas. 1947 construção de mais rádios, e diante isso somente foi somente crescendo até os dias de hoje.

   O rádio foi inaugurado no Brasil na comemoração do centenário da Independência do país, em 07 de setembro de 1922, com transmissão da fala do presidente Epitácio Pessoa. No entanto, a rádio começou a operar de 30 de abril de 1923, após Roquette Pinto, médico pesquisador, convencer a Academia Brasileira de Ciências a patrocinar a criação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.

   A emissora pioneira é a atual Rádio MEC, que foi doada pelo próprio Roquette Pinto o Ministério da Educação em 1936. Nesse ano, também foi fundada, a princípio como emissora privada, a Rádio Nacional, que seria incorporada ao patrimônio da União a década de 40.

   A Era da Rádio Comercial surge a partir de 1932, quando o presidente Getúlio Vargas, através do Decreto 21.111, autorizou as emissoras a ter até 10% de sua programação sob a forma de publicidade. "Até então, o rádio era sustentado apenas por contribuições de seus próprios ouvintes, que era sustentado apenas por contribuições de seus próprios ouvintes, que eram os mesmos que ajudavam a fazer a programação."